26.1.04

A pior raça

Um símbolo sexual da filosofia e literatura francesas disse que "o problema são os outros". Porém, quando posta nessas bases, a afirmação torna-se simplória, uma vez que "os outros" não são um todo homogêneo, e há aqueles que nem sempre são "um problema", muito menos "o problema". É necessário distinguir pois. Falarei aqui daquele que me parece ser um tipo tão execrável quanto comum.

Não sei se vocês concordam, mas o pior tipo de gente é aquele vive a atacar via pequenas irônias, via sorrisinhos sarcásticos. Essas pessoas ou fabricam uma situação para agir desse modo ou aproveitam-se de algo que na cabecinha delas atingiria o sujeito-alvo. E o sujeito-alvo pode desestabilizar-se, pode sentir-se inferiorizado... E aí elas conseguiram o intento: por-se acima, pisando.

Essas pessoas também costumam propagandear feitos, sejam eles reais ou imaginários. Viagens, festas, dinheiro, trabalhos, feitos, feitos, feitos. Elas não param nunca. Qualquer assunto, qualquer tema é oportunidade para inserir alguma informação que vise à autopromoção. "Vou para NY ou Paris."; "Trabalhei com o Dr. Silva, grande advogado."; "Sou muito amigo do grande Sr. Pinto, e ele me tem em grande conta."; "Namoro Érica, a gostosa."

Querem sempre mostrar-se felizes, valorosos, exitosos, e não perdem uma oportunidade para demonstrar superioridade, poder. É tudo em regra muito velado. São raposas.

Se eu pudesse extirpar essa raça de gente de minha vida, seria uma glória. Mas elas estão em todos os lugares, e nem sempre é fácil mandá-las tomar no cu, fazê-las perceber que não me enganam ou intimidam, apenas me irritam, e esclarecê-las que ao agirem assim mais passam insegurança e medo da inferioridade do que o oposto. É desgastante lutar contra raposas, eu sempre preferi a luta aberta com os leões: exige mais e é mais honesta.

Se um desses estiver lendo-me, eu digo-lhe: "você não me engana, seu filho da puta. já saquei qual é a sua. eu não acredito em você. eu não tenho respeito por você. nenhum respeito."

É hora de fundar o movimento: "Você não me engana, raposinha filha da puta." Só na porrada essa raça some.