Esta é a primeira de uma série de versões de sonetos de Shakespeare. Como porei aqui o soneto original, fica a (acertada) opção para vós de ignorar solenemente a minha (livre) versão.
Bardólatras de todo o mundo, perdoem-me!
Soneto 138
When my love swears that she is made of truth,
I do believe her though I know she lies,
That she might think me some untutor'd youth,
Unlearned in the world's false subtleties.
Thus vainly thinking that she thinks me young,
Although she knows my days are past the best,
Simply I credit her false-speaking tongue:
On both sides thus is simple truth suppressed:
But wherefore says she not she is unjust?
And wherefore say not I that I am old?
O! love's best habit is in seeming trust,
And age in love, loves not to have years told:
Therefore I lie with her, and she with me,
And in our faults by lies we flatter'd be.
Versão Livre do Soneto 138
Quando meu amor jura que é verdadeira eu acredito firmemente nela, embora saiba que ela mente, para que ela pense que sou algum rapaz ingênuo, não iniciado nas sutis falsidades do mundo.
Assim eu pensando em vão que ela pensa que sou novato, mesmo ela sabendo que boa parte de minha vida já passou, eu simplesmente dou crédito à sua língua mentirosa: em ambos os lados então a verdade simples é suprimida:
Mas por que ela não diz que é injusta? E por que eu não digo que sou maduro? Ó! a melhor condição do amor é parecer verdadeiro.
E, maduro o amor, ama não ter a maturidade revelada: Portanto eu minto com ela e ela comigo, E em nossas mentiras ficamos satisfeitos.