29.7.03

As Aventuras de Pipi 2

Pipi Não Controla o Pipi

Oi, eu sou Pipi, e tenho uma nova história pra contar pra você.

Eu tinha uma namorada. Um domingo ela me chamou para ir à praia. Pipi é puto da vida com praia, pelo motivo que se adiante saberá. Mas Pipi foi, pra agradar a namorada e garantir a foda e boquetanhada sagradas de cada dia com ela.

Querem saber por que Pipi não gosta de praia? Pipi vai dizer.

O problema é meu manjericão de 20cm mole. Ele é um fardo que carrego pela vida afora e por nádegas e popocas adentro. Já me trouxe incontáveis dissabores, principalmente na praia e na piscina.

Na praia, minha namorada pediu pra dar um mergulho. Deixei. Pipi é legal. Fiquei sentadinho na cadeira esperando por ela. Acontece que nesse ínterim passa uma morena com uma bundona e uns peitão maiores que nem sei o quê. Pipi gosta é de uns peitão. (Pra mim, mulher de peito pequeno é fruto da vida moderna e citadina, onde a mulher tem que enfrentar o mercado de trabalho e não apenas reproduzir. Pipi é biólogo evolucionista também.)

Ao ver aquilo minha jheba erectou-se incontinenti. Destacou-se de minha sunga com estampas do Pateta à velocidade da luz (ouvi até o barulhinho: créck... tóimmm...). Todos ao meu redor ficaram assustados (com exceção de umas cabritinhas que se mostraram com água na boca). E Pipi ficou envergonhado.

Saí correndo em busca de abrigo. No caminho, encontrei um guarda. Ele gritou: “Atentado violentíssimo ao pudor. Pare!” Pipi não parou. Após alguns segundos estudando a situação, manuseei minha jerumba com destreza, usando-a como uma espécie de espada, e, como se eu fosse um Samurai, dei-lhe uma cutilada na testa, ou melhor, uma jurembada nas idéia. Caído no chão, o guardinha ainda gritava: “Caralhudo do caralho! Caralhudo do caralho!”.

Avistei um coqueiro ao perto. Dele tirei palhas para montar uma tenda pra meu lombrudo e assim safar-me de tão vexatória situação. Fi-lo, porque qui-lo. De tenda ambulante montada, pude me deslocar livremente até um descampado ali perto. Lá, cavei um buraco, deitei-me nele e cobri-me de areia, deixando de fora apenas um canudinho de cerveja para eu respirar e, por óbvio, meu ferumbudo. Usara material disponível para fabricar uma bandeira da cruz vermelha, e essa bandeira foi hasteada no mastro... bem, vocês sabem o que eu chamo de "mastro".

Fiquei nessa situação por dias, talvez meses, senão anos, quem sabe séculos. Quando fui salvo por forças de paz da ONU, minha barba era maior que meu berimbau, e, de tão velho e feio, eu tava a cara do Matusalém.

Tudo isso porque Pipi não controla o pipi...