29.12.03

Saia Justa

Em que decadência pego-me, não, homens do conhecimento? Falando de programa de TV... e ainda pior: de um programa de mulherzinha... Mas como pra tudo há uma desculpa, lanço mão de Montaigne, que disse que "tudo cabe a um filósofo".

A tal de Marisa Orth é muito burrinha. Irrita-me deveras. Aquela falta do que dizer preenchida a pancadas com informações confusas e mal digeridas vindas de fontes do naipe de Superinteressante, Discovery Channel and so forth é de lascar. Que mulher burra, meu Deus!

A Fernanda Young tem uma personalidade interessante. Gosto dela. Há um senso de justiça e respeito nela que surpreende aqueles que a tomam como uma mera porra louca. Os comentários sobre os homens são engraçados sim (ela tem pena dos homens por esses possuírem pênis, e ter pênis, para ela, é estar propenso a fazer merda.) Como escritora? É dispensável. Ela é uma, para usar o termo cunhado por Luciana Gimenez, "entretenedora" -- até nos livros.

A Rita Lee é cool. Faz-me rir. Muito longe também do estereótipo de roqueira maconheira. Muito agradável e tem alguma profundidade. Ri muito quando ela mostrou o dedinho (deu cotoco) pra uma telespectadora que reclamou-lhe o uso do termo "crioulo".

E a Mônica é uma mulher adorável. Ternamente inteligente, e ao mesmo tempo firme. É Meiga. Possui beleza greco-romana, bastante simétrica, de doçura seca. Outro dia a vi dizendo que todos a querem enganar... Achei lindo. Eu casaria com ela, agora.